Ao menos 20 pessoas ficaram feridas na noite de ontem, em Beirute, quando militantes do bloco governista 14 de Março e da oposição, liderada pelo Hezbollah, entraram em confrontos em quatro diferentes bairros da capital do Líbano.
As forças de segurança e tropas do exército, auxiliadas por blindados, interviram para dispersar a multidão. Várias barreiras foram posicionadas pelos militares em vários pontos de Beirute.
O Líbano vive a pior crise política desde o fim da guerra civil (1975-1990). O país está sem presidente desde o dia 23 de novembro, quando o pró-sírio Emile Lahoud deixou o cargo após nove anos no poder.
Recentemente, vários conflitos ente militantes pró e anti-governo exigiram a intervenção do exército. E nos últimos dias, as tensões aumentaram depois que um alto comandante militar do Hezbollah, Imad Mughniyeh, foi assassinado em um atentado à bomba, no dia 12 de fevereiro, em Damasco, capital da Síria.
O Hezbollah, Irã e Síria acusam Israel de ordenar o assassinato, o que é negado pelo governo israelense. Mesmo assim, em discurso no funeral de Mughniyeh, o líder do Hezbollah, Hassan Nasrallah, desafiou Israel a uma 'guerra aberta', colocando o estado judaico em alerta máximo.